/Nota do Presidente

A Família no Reino de Deus

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Pr. Filipe Espindola

Presidente da CBN

“...buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Mateus 6:33-34

No mês de Maio, oramos pela família. Muitas famílias se formam sem qualquer preparo espiritual. Jovens decidem namorar, alguns se casam, alguns decidem ter filhos, mas raros são ensinados por seus pais a se tornarem homens e mulheres de Deus. Mais raros ainda são os filhos preparados para se tornarem pais e mães, de acordo com o padrão do Reino de Deus.

Na sociedade moderna, a preocupação é que os filhos se tornem profissionais de sucesso. Por isso, procuram as melhores escolas, as melhores universidades os melhores cursos de línguas etc. Mas este é o padrão mundano.

E desde que o feminismo chegou, na década de 50, as mulheres buscaram os seus direitos de igualdade, abolindo completamente o papel estabelecido por Deus. Nos Estados Unidos chegam os primeiros anticoncepcionais em 1960 e, posteriormente, no Brasil em 1962, causando diversas mudanças comportamentais no corpo da mulher e na cultura. O aborto passa a ser uma prática legalizada em grande escala e, a partir daí, o divórcio, o adultério e outros males, são tratados como normais pela sociedade moderna.

Por sua vez, os homens também renunciaram a sua função decidindo buscar mais o prazer pessoal do que honrar a Deus. O sexo livre e as drogas são normais entre os homens e nada mais é condenável, desde que se mantenham as aparências da família tradicional. Nesse contexto, é uma questão de tempo para que a família se desmorone. Com o fim da estrutura familiar, chegou o fim de muitos impérios, como, por exemplo, o Império Romano, que surgiu de camponeses unidos em uma estrutura familiar, mas se destruiu com a riqueza e a glória da prosperidade de Roma.

A família tem uma estrutura estabelecida por Deus em que homens e mulheres tem o seu papel. Em um país cristão, o que se espera daqueles que se dizem cristãos é seguirem o padrão bíblico de família. Mas o que estamos vendo é um padrão secularizado do que significa ser e viver uma família.

Se queremos que a promessa de Deus em Provérbios 22:6, “de que os filhos não se desviarão dos caminhos de Deus até quando forem velhos”, se cumpra na família, é preciso, observar, ensinar, praticar e transmitir aos filhos cada mandamento, cada ensinamento para que o projeto de família seja divino e não secularizado

A família cristã é formada por pais tementes a Deus, homens que são discípulos de Jesus, que protegem e sustentam a sua família, não apenas financeiramente, mas espiritualmente; por mulheres que auxiliam o seu marido a gerar filhos e filhas que se tornarão discípulos de Jesus, que se tornarão pais e mães que farão outros filhos e filhas que serão tementes a Deus, cumprindo o desejo do Senhor de que “uma geração transmita a outra geração as obras e os ensinamentos de Deus.

Que possamos ensinar nossos filhos a formarem famílias cristãs. Que possamos ajudar as famílias que congregam em uma igreja, mas nunca aprenderam com seus pais, a viverem o padrão de uma família cristã de acordo com a vontade de Deus e, não, de acordo com a cultura secularizada, se o governo de Deus, sem submissão, sem humildade. Que sejamos servos de Deus, a noiva de Cristo, com temor e humildade, amor e mansidão, gerando filhos que são semelhantes a Jesus.

Em tempos pós-modernos, o individualismo tomou conta da nossa sociedade e está invadindo as congregações que se dizem Igreja de Jesus Cristo sem qualquer freio ou temor.

Paulo alerta a Igreja que estava em Corinto para esse grave problema. Alguém até poderia questionar: Por que Paulo não os acusou da idolatria que praticavam ou da imoralidade sexual que havia, ou de outros graves problemas? Paulo trata da raiz do problema: a Igreja estava dividida. Cada um se achava cheio de sabedoria, mais do que os outros.

Em nossos dias, podemos observar esta prática, quando algum líder proeminente decide se revoltar contra o seu pastor e formar uma nova igreja. Daí, busca um nome de efeito. Não basta mais ser apenas Igreja Batista… É preciso usar termos mirabolantes, até estrangeirismos. É preciso mostrar o que tem, o que faz. Quer mostrar nas redes todos os seus feitos.

Este é o mesmo espírito que havia em Corinto: espíritos de divisão. E quando vão tomar a Ceia, Paulo diz: não é a Ceia do Senhor. 

Precisamos de mais humildade, de respeito e amor para com os nossos irmãos. Se você se acha inteligente, auxilie os mais simples e humildes. Leia o conselho de Tiago 3:13-18. Se você faz parte da CBN, lembre-se que somos um corpo. Qualquer parte do corpo que incha e se acha melhor está doente, é doença e precisa de cura.

Que tenhamos o Espírito de Deus e não, espíritos de divisão e individualismo.

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