Querida Família Batista Nacional,

É com o coração transbordando de gratidão a Deus e de profunda alegria que me dirijo a vocês, pela primeira vez, como o novo Diretor Executivo da JAMI – Junta Administrativa de Missões. Assumo esta honrosa e desafiadora missão com a certeza de que a obra missionária é o coração pulsante da nossa Convenção. Nosso compromisso permanece inalterado: ser a agência missionária transcultural da Convenção Batista Nacional (CBN), que supervisiona, coordena, administra, promove e apoia a política Missionária transcultural da CBN entre as nações. Gostaria de, primeiramente, expressar minha gratidão ao Pr. Ronald e à missionária Cecília, que dedicaram 30 anos de suas vidas servindo à JAMI.

Ao longo dos 31 anos de história da Junta, cada batista nacional tem sido um pilar fundamental desta obra que visa a expansão do Reino de Deus. É inspirador ver como, ano após ano, a fidelidade de nossas igrejas, muitas delas pequenas em número, mas gigantes em generosidade, têm sustentado o trabalho missionário. Vocês são a prova viva de que a grandeza de uma igreja não se mede pelo seu tamanho, mas pela sua disposição em servir e ofertar para que o Evangelho alcance os confins da terra. Reconhecemos que a verdadeira força da JAMI sempre veio do povo batista nacional.

A JAMI, por meio da cooperação de cada igreja, tem alcançado feitos notáveis: Atualmente, contamos com 80 missionários brasileiros servindo em 22 países.

Cerca de 30 missionários autóctones estão dando continuidade ao trabalho missionário entre seu próprio povo, além de inúmeros obreiros locais.

Temos 20 estudantes em treinamento no CETRAMI, preparando-se para serem a próxima geração de missionários.

Esses números testemunham uma generosidade sacrificial, como descrito em 2 Coríntios 8:2-3:”Porque, no meio de muita prova de tribulação, a abundância da sua alegria e a profunda pobreza deles superabundaram em riquezas da sua generosidade. Porque eles, segundo as suas posses e ainda acima delas, deram espontaneamente.”

Queridos irmãos e irmãs, nenhuma igreja é pequena demais para cooperar com a obra missionária. Cada oração, cada oferta, cada gesto de apoio é vital e faz uma diferença eterna. Convido a todos a continuarem firmes neste propósito, com 7 a mesma paixão e dedicação que nos trouxeram até aqui.

Que o Senhor nos capacite a avançar ainda mais, levando a esperança de Cristo a cada canto do mundo. Conto com suas orações e com sua parceria para que a JAMI continue sendo um instrumento poderoso nas mãos de Deus.

“Ao me preparar para escrever esse texto, me vem à mente QUE PRIVILÉGIO ser pastor.  Moisés pastoreou o rebanho de seu sogro Jetro, Davi pastoreou as poucas ovelhas de seu pai, e nós pastores fomos chamados para cooperar no pastoreio das ovelhas de Jesus, o bom e supremo Pastor. 

É verdade que, ao experimentarmos o deserto, onde Deus trabalhava e aperfeiçoava a vida de Moisés, não compreendemos muito essa pedagogia de terra seca e sol escaldante, que revela a presença e a provisão necessária Daquele que nos guia. De igual modo, questionamos ao Senhor quando nos deparamos com os leões e ursos que surgiam no caminho de Davi, sem nos darmos conta de que estamos sendo aperfeiçoados na fé, sim, a fé que é a certeza de que o poder não é nosso, mas o dever de cuidar das ovelhas é. 

Talvez cause alguma estranheza, em tempos de pastores “pomposos”, usar a figura de Moisés e Davi; acontece que, apesar das mudanças de cenários e paisagens, de termos que enfrentar feras de outra natureza, o papel do pastor continua sendo o mesmo, apesar dos séculos que ficaram para trás: zelar pelo rebanho como quem deve prestar contas (Hb 13:17). E atenção para um princípio que está caindo em desuso: o rebanho não era de Moisés, as ovelhas não eram de Davi, as ovelhas não são nossas. 

“Apascentai o rebanho de Deus que está sob vosso cuidado, não por constrangimento, mas voluntariamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” 

1 Pedro 5:2-3 

Não temos uma carreira, temos uma vocação. Eugene Peterson, no seu livro “A Vocação Espiritual do Pastor”, escreve: 

“Nossa habilidade em lidar com conceitos religiosos nos dá uma competência maior para parafrasearmos as coisas de tal forma que nossa mudança vocacional, de pessoas que cuidam do jardim para pessoas que dirigem o jardim, nossa queda radical da santidade vocacional para a idolatria da carreira, passa despercebida por todos, menos pela serpente.” 

Deixo aos irmãos algumas sugestões: não se apropriem da igreja, ela é a noiva de Cristo e não sua. Por mais que a palavra seja nossa ferramenta de trabalho, ela nunca poderá deixar de ser o pão que nos alimenta. A oração não pode ser apenas o meio onde buscamos a bênção de Deus para os que nos pedem, nem uma forma de convidarmos Deus para nossos cultos, mas o tempo precioso onde buscamos direção e presença de Deus para nós e em nós. 

E, por último, deixo a vocês as recomendações do apóstolo Paulo: 

“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês”

Filipenses 4:4-9


Pr. Fabiano Pinto
Secretário Executivo da Ormiban

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