Pr. Osvaldo Coutinho, 40 anos de jornada ministerial

 |  Paul

CBN Comunicação: Graça e Paz, pastor! Muito obrigado por nos receber e pela disponibilidade em nos conceder esta entrevista. O senhor poderia fazer uma apresentação pessoal?

Pr. Osvaldo Coutinho: Graça e Paz! Sou Osvaldo de Araújo Coutinho, pastor da IBN Cristo Rei, em Várzea Grande – MT. Em 2021 completei 40 anos de ordenação ao ministério e no próximo ano completo 40 anos de pastorado da igreja local. Pastor de uma igreja só, nunca fui pastor de outra igreja e estou aqui pela graça de Deus. Casado com a Pra. Cleide de Brito Coutinho, companheira de 49 anos, mulher de Deus…

…São 46 anos de casados e muito bem casados, feliz, bem realizado. Pai de três filhos, dois são pastores: Oséias de Brito Coutinho e Osvaldo de Araújo Coutinho Junior, que trabalham comigo na igreja local, no ministério, fazendo um grande trabalho, e também da Eliane Brito Coutinho, ministra de louvor na igreja. Pela graça de Deus, Ele me concedeu nove netos. Tenho uma família abençoada e toda a minha casa serve ao Senhor.

 

CBN Comunicação: Glória a Deus, Conte-nos um pouco de sua história.

Pr. Osvaldo Coutinho: Nasci na cidade de Cuiabá-MT, em 12 de outubro de 1953. Minha mãe, infelizmente, separou-se e foi para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e depois tentou nos buscar em Cuiabá e meu avô não quis nos entregar, somente eu que Deus tirou do meio de quatro irmãos. Tinha dois aninhos quando minha mãe me levou. Fui criado por um padrasto, gente maravilhosa, um cara bacana, não religioso, não cristão, mas um HOMEM, um homem que sempre cuidou bem da minha mãe. Lá tive mais quatro irmãos por parte de mãe. Fui criado no Mato Grosso do Sul.

Aos 14 anos de idade, em 1968, me converti e me batizei no dia 21 de abril do mesmo ano. Logo me tornei diácono, e com cerca de 15 anos de idade, presbítero. Era a Igreja Brasil para Cristo e por uma desventura, aconteceu algo na denominação e acabamos ficando sem igreja, isso lá por volta de 1971. Ficamos sem igreja, e meu pastor acabou encontrando o pastor Elias Brito Sobrinho, homem de Deus, cheio do Espírito Santo, pastor da primeira Igreja Batista de Brasília, e então nos tornamos ovelhas dele.

Ali, com um pequeno grupo no Mato Grosso do Sul, naquele lugar que me converti, começamos a fazer parte da Convenção Batista Nacional. O trabalho foi estabelecido. Também servi o exército e fui bancário. Comecei a namorar minha esposa quando ela tinha 15 anos e eu 18. Fiquei noivo com 20 anos e decidi, por uma obra de Deus, vir para Cuiabá, voltar às origens. Haviam dois ou três irmãos aqui e queria estar com eles e minha avó. Minha parentela toda mora em Cuiabá. Vim para cá, trabalhei e depois de dois anos voltei ao Mato Grosso do Sul, me casei e voltamos para Cuiabá.

Aqui não tinha Igreja Batista Nacional, então minha esposa e eu, jovens, íamos na Assembleia de Deus, na Batista, na Quadrangular. Um dia, apareceu em minha porta o pastor da Igreja Batista Brasileira procurando um ajudante, isto porque havia encontrado o meu pastor em uma viagem na região de São Paulo, e ele disse: “Olha, tem um rapaz lá em Cuiabá, você precisa achá-lo, trabalha no banco. Se você o encontrar, ele vai ajudá-lo em sua igreja”. Estava orando com a minha esposa para que Deus nos colocasse em uma igreja, já era o terceiro dia de oração quando ele bateu em nossa porta.  Quando vi que era Batista Brasileiro, fiquei um pouco relutante, mas disse para a minha esposa: “estamos orando e Deus envia esse homem aqui em nossa porta pedindo ajuda. Pedíamos a Deus para nos colocar em um lugar onde pudéssemos ser úteis”. Fomos para lá, o pastor Ozéias, meu primogênito tinha uns seis meses à época. Fomos para ajudar o pastor.

Algum tempo depois fomos expulsos porque éramos considerados avivalistas. Decidimos abrir uma igreja Batista Nacional aqui, alugamos um salão, um terreno por conta própria, mas no primeiro impulso não deu certo.

Posteriormente, encontramos um grupo de pessoas orando aqui no bairro Cristo Rei, cerca de 12 pessoas que haviam sido expulsas de uma Igreja Batista independente por causa da obra do Espírito Santo. Vim apadrinhar um casamento em Várzea Grande e ouvi falar desse grupo e na igreja onde ocorria o casamento, estava o pastor Francisco José Taborda, este era Batista Nacional, oriundo do Paraná e estava pastoreando uma igreja pentecostal. Ele me disse que tinha uma filha orando a respeito dessa situação, uma menina de Deus, que está até hoje comigo na igreja, a irmã Ivonete Botelho Taborda.

E assim viemos para o Cristo Rei e encontramos cerca de 12 a 14 pessoas orando, orando e orando. Eles estavam sem pastor, sem direção, sem nada, e então nos juntamos a eles. Fizemos um culto e houve 8 decisões. Foi um culto ao ar livre. Alguém deu um pedaço de terreno, outro deu tábua, um irmão era carpinteiro e  assim construímos um salão. Eu não era pastor, tinha alguém no meio mais preparado, pastor Jorge Méier, foi o primeiro a assumir essa igreja. Depois veio o pastor Santos e em sequência o pastor Francisco José Taborda, pai da Ivonete que permaneceu nos pastoreado por um ano. Em dezembro de 1982, assumi  a igreja, sou o quarto pastor. Era um pequeno salão de tábua, medindo cerca de 60 metros quadrados.

CBN Comunicação: Os pastores anteriores ficaram quanto tempo à frente da igreja?

Pr. Osvaldo Coutinho: Cerca de dois anos.

 

CBN Comunicação: Qual o ano de fundação da IBN Cristo Rei?

Pr. Osvaldo Coutinho: A igreja foi fundada em 16 de novembro de 1980. Estava conosco o pastor Rosivaldo de Araújo e o  pastor Moacir Teixeira de Paula.

 

CBN Comunicação: O senhor estava aqui, mas ainda não era pastor?

Pr. Osvaldo Coutinho: Sim. Cuidei de uma congregação em 1979, mas eu não era pastor ainda. Fui ordenado em 12 de julho de 1981 e em dezembro de 1982 assumi o pastorado da IBN Cristo Rei. Em janeiro de 1983 iniciamos uma construção que parecia, naquela época gigante, possuía 10m x 30m. O pastor Vilarindo veio a Brasília e a inaugurou. Pense numa festa! Ver aquele salão com 350 a 450 pessoas. Devido o espaço, realizávamos três cultos no domingo às 4h da tarde, às 6h e às 08 da noite. Após um tempo construímos o tabernáculo para mil pessoas sentadas, em um tempo recorde de quatro meses, no mesmo local.

 

CBN Comunicação: Em que ano ocorreu a construção do tabernáculo?

Pr. Osvaldo Coutinho: Essa construção foi por volta de 2006. Eu sou meio complicado com data.

 

CBN Comunicação: Como se deu a construção do templo atual?

Pr. Osvaldo Coutinho: A igreja no Tabernáculo cresceu muito e já não cabia de tanta gente. Nela também realizávamos dois cultos. Compramos o terreno ao lado para ampliar o tabernáculo, cada terreno tinha 13m x 60m. Sempre que passava por aqui, o observava e por isso, lutei  muito para comprá-lo. Ia ao trabalho de  ônibus, era bancário à época. Eu dizia: “Oh, aqui dá uma igreja”, sonhava. Era só mato, não havia asfalto, não havia nada. Mas ouvia falar que muita gente se interessou em comprar e nunca conseguiu e eu sem dinheiro dizia: “Se ninguém conseguiu, como vou conseguir?” Estávamos tentando comprar o outro terreno, mas possuía doze herdeiros. Não consegui contatar todos eles. Um dia me levantei e falei: “Vou ver aquele terreno que estou namorando faz um tempo.” Aquele que passei oito meses tentando comprar sem conseguir. Cheguei aqui com R$ 28 mil e comprei esse por R$ 100 mil, sem ter todo dinheiro. Demos uma boa entrada, e com a ajuda de algumas pessoas, com trinta dias estávamos com a escritura em mãos. Naquela época era um dinheirão.

CBN Comunicação: O senhor lembra o ano dessa compra?

Pr. Osvaldo: Foi por volta do ano 2000. Iniciamos a construção em 2002 e foi concluída em 2012. Na inauguração havia muita gente, mais de 6 mil pessoas do lado de fora. O templo ficou pequeno.

 

CBN Comunicação: Nos fale sobre as congregações.

Pr. Osvaldo Coutinho: Dessa igreja já saíram 25 igrejas que já estão emancipadas. Mais de 100 pastores no Brasil e no mundo pregando a Palavra e hoje ela possui 53 congregações, pela graça de Deus.

 

CBN Comunicação: A IBN Cristo Rei é um exemplo de…

Pr. Osvaldo: Para mim é uma demonstração da graça e da misericórdia de Deus em primeiro lugar, porque Deus nos plantou neste bairro com uma visão missionária. Nosso lema é: Até aos confins da terra. Então a Igreja nasceu já abrindo congregações. Há algumas que possuem quase a mesma idade da sede. Temos uma grande congregação até hoje à beira rio que faz um trabalho com ribeirinhos muito bonito. Possuem barco e até mesmo carros, é a nossa primeira congregação. Então, isso aqui é um exemplo de superação, da manifestação do poder de Deus, porque vivenciamos muitos milagres aqui. Construímos, nunca voltou um cheque, nunca deixamos de arcar com os compromissos assumidos.

A igreja possui um nome muito respeitado, tanto aqui como em outros lugares, reconhecido até  mesmo pelas autoridades constituídas. Os últimos governadores passaram por essa cadeira (gabinete pastoral). Então, a igreja é um exemplo para muitas outras denominações da região e do estado. Ela é um modelo de trabalho. Em todo esse tempo eu nunca corri atrás de nenhuma novidade. Eu sou o que era há 40 anos. Somente pregando o Evangelho, orando e batizando. O crescimento da Igreja se deu naturalmente. Igreja saudável cresce com naturalidade. Nunca tivemos problema de crescimento. É tudo pela graça de Deus, pois dependemos totalmente Dele. Deus nos estabeleceu aqui para sermos uma bandeira da renovação espiritual, porque nós prezamos muito por isso, amamos a nossa denominação, damos todo o valor à cobertura que temos e valorizamos muito, e aqui estamos representando a CBN pela graça de Deus todos esses anos.

 

CBN Comunicação: O que significa a CBN para o senhor?

Pr. Osvaldo: Sempre amei a CBN. Quando tinha 18 anos, a CBN estava começando com STEB meu desejo era ser um dos primeiros alunos. Acabei não indo e fui para o exército, mas sempre ligado, por meio do pastor Elias Brito. Antigamente as pessoas não iam para o hotel, ficavam hospedadas na casa do pastor. Com alegria, recebi Rosivaldo de Araújo, Enéas Tognini, Djair Guerra, Vilarindo, o que gerou uma ligação muito forte com a CBN. Amamos a nossa CBN e a valorizamos muito.

Você já percebeu a logomarca em tudo quanto é lugar aqui? Porque já fui em muitas igrejas nossas que não vi nada que a identificasse como Batista Nacional. Isso sempre me deixou triste! Não sei por qual razão não querem uma identidade tão saudável, tão boa como é a CBN. Nós valorizamos. Todas nossas congregações possuem a logo da CBN. Em todo lugar cresce, porque a CBN é respeitada no Mato Grosso. Uma Igreja que todos tem um apreço e um carinho por ela, pelo nosso ministério. Então todos que vêm à cidade nos visitam. A cidade não faz nada sem nos ouvir. Então, ao fazer parte da CBN, só ganhei. Criei meus filhos debaixo dessa bandeira. Estou no fim de carreira, e uma carreira bem sucedida pela graça de Deus, debaixo dessa bandeira. Ela sempre me favoreceu. Sempre foi benção em minha vida.

Não sei de onde as pessoas tiram essa ideia: “Eu não quero CBN, eu não quero ter a marca da CBN”. É uma doença, é inacreditável uma pessoa rejeitar; é cuspir no prato que comeu, porque muitos criaram seus filhos e se formaram debaixo dessa bandeira. São pastores hoje por causa dessas bandeiras, da Ormiban e CBN. Crescem um pouquinho e já querem criar asa e voar, querem ir para longe, como se não tivessem uma história; se esquecendo de quem eram e de quem são hoje, pela Graça de Deus, formados, com família, criados debaixo de qual bandeira? Da CBN.

Não vejo ninguém que saiu do nosso meio, principalmente no Mato Grosso, que eu conheça, prosperando. Porém, todos que estão conosco, estão bem. Glória a Deus por isso.

 

CBN Comunicação: Pr. Osvaldo Muito obrigado por nos conceder essa entrevista. Que Deus o abençoe grandemente.

Pr. Osvaldo: Amém

 

Bate-papo realizado em 17 de julho de 2021 na IBN Cristo Rei em Várzea Grande/MT.

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