E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. Lv 25.10
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Proclamando o Evangelho no Poder do Espírito

Este artigo, necessariamente, não reflete o pensamento da CBN.

O tema da CBN este ano é Proclamando o Evangelho no poder do Espírito. Quando é apresentado um enunciado como este, duasproclamar reações se tornam necessárias para extrairmos o seu propósito. A primeira é a de que realmente é impactante, pois nos remete a algo extraordinário da parte de Deus, portanto nos fará alcançar resultados positivos quanto ao crescimento da Igreja de Cristo. A segunda é a de que estamos sendo, no gerúndio mesmo, exortados por algo que não estamos fazendo corretamente. Entendemos que a realidade da pregação do evangelho não condiz com os ensinos da Palavra, uma vez que não o fazemos no poder do Espírito. Mas segundo a sabedoria humana, e, necessariamente, o tema nos faz corrigir a rota para chegarmos ao propósito correto: levar às pessoas a mensagem da cruz, que é uma loucura para os que estão perecendo, no entanto para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.

Paulo alerta que não proclamou os mistérios de Deus com discursos eloquentes e com muita sabedoria, porque lhe importava apenas pregar a mensagem de Jesus Cristo crucificado. O apóstolo continua a afirmar que sua pregação não consistia em palavras de sabedoria, e sim de demonstração do poder do Espírito.

Segundo Shedd, pregadores não devem ser oradores, mas testemunhas, e somente se for pelo poder do Espírito Santo, conforme (At 1.8) - Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. Infelizmente, alguns têm sido testemunhas dos próprios ventres, que são expostos mediante a linguagem persuasiva, de argumentos racionais, de oratória, de pressão psicológica, de emocionalismos, de negociatas etc.

Faz-se necessária a lembrança, aqui, de que as discussões baseadas em argumentos racionais fundamentados nas Escrituras não podem ser deixadas de lado. O próprio Paulo debateu com os judeus na sinagoga, e ainda como os gregos, na praça principal (At 17.2 e 17), provando quem era Jesus Cristo pelas Escrituras (18.28).

Entendemos que a sapiência humana não possui argumentos plenos para promover, de Deus, o conhecimento, que ocorre apenas pela loucura da pregação cheia do poder divino, pois, ninguém, senão o Espírito para nos revelar os mistérios e a sabedoria de Deus, que é o próprio Cristo.

A pregação eivada apenas de saberes humanos e se reduz em si mesma. Assim o resultado que se almeja não pode ser alcançado, pois a fonte é deficiente. Porém, quando a mensagem é preenchida por um testemunho cheio do poder do Espírito, os desejos dos interlocutores são transformados, e, em vez de sinais e de sabedoria, desejarão a suficiência de Cristo para suas vidas.

A meu ver, se quisermos levar alguém aos pés do Salvador, devemos ter a mente de Cristo, imitá-lo e glorificá-lo. Devemos examinar, como pregadores e testemunhas do evangelho, se as manifestações do poder do Espírito realmente estão presentes em nosso ministério, e evidenciadas em nossas expressões de bondade, longanimidade, amor, servidão, temor e justiça; e ainda de sabedoria e de entendimento, ou se temos sido apenas testemunhas de nós mesmos, recorrendo às ministrações eloquentes.

Em tempos de intenso secularismo no seio da igreja, agarremo-nos à mensagem da cruz, buscando, pelo poder do Espírito que nos capacita proclamá-la, de modo que somente o Senhor seja conhecido e glorificado.

2015 ESDRAS

 

 

Em Cristo,

Pr. Esdras Dias
Secretário Executivo da CBN